segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


Ontem li uma noticia que achei extremamente interessante. Para quem não sabe, sou apaixonado com o espaço sideral. Gosto de saber sobre estrelas, planetas, meteoros, cometas, novas descobertas nesta área, mas o que acho a maior maravilha desse universo são os buracos negros. Uma estrela que implode e depois disso consegue sugar tudo que passa ao seu redor pra mim é fantástico.
A notícia que li ontem na folha de São Paulo não tratava de buracos negros. Ela tratava de uma descoberta feita pelo satélite Voyager 1.
O satélite conseguiu detectar que a chamada heliosfera não é completamente circular como os cientistas previam que fosse.
Para quem não sabe, no espaço existem ventos. Os ventos provocados pelo sol são chamados de ventos solares, e a área de atuação desses ventos é chamada de heliosfera. As outras estrelas de outras galáxias também produzem vento, e estes são chamados de vento estrelar para diferenciar do vento solar.
Acontece que o satélite Voyager 1 conseguiu verificar que a heliosfera seria um pouco mais achatada no sul. Ela teria a forma parecida com a de uma elipse.
Essa descoberta me fez pensar enquanto tomava meu café da manhã com minha esposa.
Indaquei-me :
Será que um dia conheceremos o espaço da forma como conhecemos a Terra ? Se olharmos no “Google Earth” o espaço, o que veremos são pequenos traços incompletos das galáxias já conhecidas. O que mais vemos é vazio. Um imenso negro toma conta da tela do computador.
Fiquei pensando nisso e me veio a história da Torre de Babel descrita na bíblia. O objetivo da Torre era alcançar os céus. No entanto, nos relata a história, que Deus interveio naquele projeto confundindo a língua daqueles que estavam ali trabalhando.
Deus atacou os construtores no ponto decisivo da situação que era a questão da linguagem. Enquanto um entendesse o outro o projeto de construção da torre poderia andar normalmente, ao passo que, assim que as línguas foram confundidas a obra cessou. O desejo do homem de alcançar o céu foi desfeito a partir numa confusão da linguagem.
O que vemos com a ciência nos dias de hoje não é diferente da situação da Torre de Babel. Os cientistas hoje também têm o desejo de alcançar os céus, desvendar seus mistérios, entender como funcionam os sistemas solares, as galáxias, a Terra. Eles falam todos a mesma língua também, a saber, a matemática.
Fiquei pensando: Será que Deus desceria novamente e confundiria a língua dos cientistas ?
Não tenho resposta pra isso. Mas a descoberta da Voyager me fez pensar...