segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Virando as páginas








Página virada é sempre motivo de esperança,
Nunca se sabe o que virá na próxima página.
Pode ser que venham boas surpresas,
As vezes não tão boas assim.

Sem virar as páginas não caminhamos em nossa leitura,
Ficaríamos sempre lendo a mesma coisa sem nunca avançarmos e concluirmos nosso objetivo proposto, ou seja, o término do livro.

Poderíamos, claro, ficar lendo as mesmas letras sempre pensando que se as lermos novamente elas mudarão seu sentido, mudarão sua forma e nos faria diferente do que somos.

Mas não é assim. As páginas relidas serão sempre as mesmas páginas, e por mais que haja algo novo nelas, ainda assim serão sempre as mesmas palavras que nos trouxe ou sofrimento ou alegria que estarão lá da mesma forma.

Virar a página constitui um salto no escuro, atitude de fé rumo a algo meramente previsto, mas nunca sabido de antemão.

Nos lançamos rumo ao novo, torcendo para que a nova página seja melhor que aquela que viramos.

Claro que há páginas e páginas. Há aquelas que nos deleitamos e não queremos que elas acabem nunca, gostaríamos que elas fossem pra sempre, que durassem, que não precisassem ser viradas.
Há outras que torcemos para que passem rápido, pois não aguentamos mais ler tão enfadonhas palavras.

Mas todo virar de página traz em si a esperança de que algo melhor virá para a trama da nossa história.

Viremos as páginas e sigamos em frente, sem saber o que nos aguarda no futuro.
Isso é motivo de alegria. A ignorancia em relação ao futuro é o que nos faz virar as páginas.

Pura esperanca de que a alegria será maior na próxima página.