quarta-feira, 2 de março de 2011

Pássaros selvagens







Queria as vezes ser como os pássaros
Sair voando sem preocupação,
Mero pássaro selvagem que não está preso por nada e nem por ninguém.

Um simples voar sobre o mar, montanhas,
sem destino, sem planos, nada além do vento batendo em minhas asas
Pura sensação de liberdade
Desejos escondidos, mas talvez por isso tão sinceros

Mas o que fazer quando se foi domesticado?
Quando os sonhos não mais fazem parte de sua realidade?
Quando eles parecem algo tão distante, mesmo estando tão arraigados dentro de nós.
Recalcados pra usarmos o linguajar freudiano.

É preciso reaprender a sonhar
Libertar os pássaros selvagens que em mim habita para que finalmente possa me tornar um
Sem mais viver no comodismo da domesticação
No comodismo das definições prontas.
Alçar novos vôos, me lançar diante do vazio...

Muitos vêem minhas opiniões como um lançar sobre o vazio,
Mas o que será isso senão a tentativa de voar livremente?
Talvez por isso seja muitas vezes incompreendido.

Pra quem está no porto, as vezes é sinal de loucura ver aquele que se lança ao mar
rumo ao desconhecido.
Não sou um revoulucionário, apenas um homem que sonha
e ao mesmo tempo tenta falar desse sonho a outros...

Sobre o que sonho?
Sonho sobre Deus, sobre religião, sobre teologia,
por isso falo destas coisas, (a boca fala do que está cheio o coração) por isso tento alçar novos vôos e não me acomodar com as decisões prontas...

Atitude estranha em um mundo onde o pensar se tornou artigo de luxo,
Atitude perigosa em um ambiente onde as definições já estão cauterizadas.

Pensar é se colocar em uma espécie de "limbo", em um "não-lugar"
é voar como pássaro selvagem

Eu prefiro o vôo dos pássaros selvagens que são apenas levados pelo vento,
Não sabem de onde vem nem para onde vão, assim como "aqueles nascido pelo Espírito"
Por isso são livres, por isso voam.
Talvez eu seja apenas um pássaro selvagem voando...

Vinde e Voemos diz o Senhor (Is. 1:18)