terça-feira, 11 de agosto de 2015

Reflexões mínimas sobre o Édipo de Sófocles






E quando o que é iminente não nos agrada?
Quando todo projeto pensado se transforma em ruínas?

Várias vezes me lembro de Édipo que na sua tentativa de fugir do destino lhe dito por Tirésias, cumpre o Oráculo que dizia que ele mataria o pai e se deitaria com a mãe. Uma fuga que o leva direto para os braços de sua própria maldição. Neste caso, Tirésias, que era cego, via melhor que o próprio Édipo sobre as coisas que estariam por vir e por saber das coisas lhe advertiu.

Triste foi a decisão de Édipo ao tentar fugir para não cumprir seu destino. Quem sabe se o tivesse enfrentado sem sair de Tebas tal mal não lhe tivesse sobrevindo e ele gozaria de uma vida serena e conseguiria "driblar" o destino?

Claro que Édipo toma a sua decisão pois amava seu pai e sua mãe (que na realidade não eram seus pais verdadeiros e ao  fugir cumpre o Oráculo pois mata seus verdadeiros pais.) e isso lhe deve ser imputado com justiça.

Em nome do amor sobrevém a morte.
Na liberdade da fuga encontra o inexorável destino.


O que acontece quando o edifício desmorona?
Quando a verdade que queremos esconder se revela?
Quando a dor chega?
O que resta para Édipo senão cegar-se e aguardar a morte?