sábado, 10 de setembro de 2011

Resposta à Bara

Alguns textos surgem de reflexões a sós, outros de conversas entre amigos, este é fruto do segundo tipo.

Realmente a lideranca eclesial hoje passa por maus momentos em sua grande maioria.

Claro que como todo lugar, há os bons lideres e os maus líderes.
Infelizmente, tenho que concordar com você, e afirmar que os maus líderes realmente afloram a cada dia.

Práticas irrefletidas, falas levianas, e tudo isso ainda supostamente ancorados na "palavra de deus".

Realmente é triste a realidade que vemos hoje.
Acredito que a igreja enquanto instituicao, se nao retomar as bases de onde saiu, tenderá a cada dia mais ser objeto de escárnio por parte da maioria das pessoas.

Penso que, se é pra ser empresa, que seja direito, que pague os impostos, que faça propaganda, faça marketing, agora, esconder detrás de uma ideologia religiosa no intuito de vincular suas práticas a ordens ontológicas, metafisicas aí realmente nao dá.

Seria a mesma coisa que se o mc donalds disesse que o Big Mac custar 16 reais é uma ordem divina, ou dizer que o dono do mc donalds ora a deus antes de dar o preco ao big mac.

A analogia pode parecer estranha, ou inusitada, e até parecer falácia, mas no meio do "evangelho fast food" que vivemos hoje em dia, o que vemos em várias igrejas evangélicas é uma palhacada desse tipo.

O pastor (dono da franquia) toma uma decisao arbitrária, remete esta decisao a uma "ordem divina" ou "fruto de oracao" e a partir daí a coisa continua. Este remeter a uma ordem divina legitima a prática arbitrária.

Se você for ao "procon" e tentar fazer a queixa contra a arbitrariedade, o pastor (dono da franquia) vai remeter a ordem a algo metafísico, e como o ônus da prova tem que recair sobre o acusador, como que ficam as coisas? Afinal, o membro na maioria das vezes não passa daquele que simplesmente se alimenta do fast food.

Resta confiar nas palavras do cristo que afirma que pelos frutos conheceremos a árvore e esperar que o machado que já está ao pé da figueira corte tudo aquilo que é ostentação.

Mas penso que não devemos apenas esperar que a justiça seja feita como algo divino, mas nós enquanto pessoas preocupadas com este caminhar das coisas, devemos nos colocar contra tal prática e exigir que isto acabe.

Penso que o primeiro passo para isso é se importar. Enquanto não nos importarmos com isso, nada faremos para melhorar. Depois disso devemos conhecer o que queremos, conhecer o texto bíblico para que possamos ver o quão distante se está da proposta do reino, e depois disso devemos agir no intuito de mudar efetivamente esta realidade. Enquanto estes 3 passos não forem dados, penso que o caminho será de mal a pior, e as franquias continuarão a abrir.

Em cada esquina com uma promoção diferente.