domingo, 4 de março de 2012

Quando ninguém te encontrava, te encontrei...


Quando ninguem te encontrava, te encontrei.

E a partir daí comecamos a caminhar juntos pelos caminhos da vida. Não que estivesse a procura de algo ou alguém, simplesmente aconteceu.

Vicissitudes do capital.

Por que nos aproximamos para além da relação capitalista e empregatícia não conseguimos entender, apenas fomos vivendo e como que por um milagre, aquilo que era meros encontros casuais se solidificou e cresceu e nos tornamos próximos, confidentes e cúmplices.

Na alegria e na tristeza, nas celebrações e nas angústias, assim, leve como toda amizade deve ser nos encontramos e vamos caminhando.

Quando os dias são alegres, conseguimos nos alegrar um com o outro, quando são tristes, conseguimos nos entristecer juntos.

Afinal, a amizade pressupõe a cumplicidade, a cumplicidade pressupõe o cuidado, o cuidado pressupõe o amor.

E nesse viver de cada dia, nos aproximamos cada vez mais, e isso nos faz feliz.

Quem dera que com essa felicidade da cumplicidade todos os outros problemas fossem amenizados, resolvidos, tornados inexistentes... Mas infelizmente não é assim que a coisa acontece.

Nossa cumplicidade não resolverá os problemas, mas nos consolará quando os dias não forem bons, quando as nuvens insitirem em impedir o brilho do sol.

Às vezes o consolo virá pela simples presença, no silêncio da companhia, virá sentado em algum lugar tomando alguma coisa, comendo um pão na relação de trabalho, na conversa na companhia do ar condicionado.

A única certeza que temos ao nos tornarmos amigos e cúmplices de alguém é a certeza da presença do outro nos momentos difíceis, e esta talvez seja a única coisa que precisamos para nos sentirmos capazes de sobreviver aos dias maus e alcançar a paz de espírito em momentos onde a bonança é inexistente.