terça-feira, 23 de junho de 2015

O início de um fim ...








Por ela talvez fizesse qualquer coisa.
Talvez o impossível apenas como uma forma de agradar.
Por ela talvez fosse capaz de abrir mão de tudo e de todos para que pudesse ficar mais tempo ao seu lado.

Perto dela parecia que nada mais importava, parecia que os outros desapareciam, parecia que o tempo não passava. Era como se naquele momento apenas os dois existissem e nada além deles era necessário.
Perto dela era como se ele fosse completo de alguma forma sem perceber que na sua incompletude era capaz de se completar como nunca tinha sido antes.

Para ele sempre parecia que havia uma espécie de sinergia implícita como acontece apenas em filmes e séries românticas.
Para ele era como se cada momento fosse sagrado de tal forma que nada o perturbava.

Mas de que adiantava tudo isso se não eram os abraços dele que ela queria mais?
De que adiantava tudo isso se não era a presença dele que ela procurava?
De que adiantava tudo isso se qualquer coisa parecia mais importante para ela do que ele?
De que adiantava todo amor se era correspondido apenas parcamente?
De que adiantava tudo isso se o amor dela já pertencia a outro?

Para ela talvez não havia mais tanta coisa assim
Para ela talvez era algo com cara que não duraria. Fadado ao fracasso novamente.

Perto dele tinha bons momentos, conversas agradáveis, noites prazerosas
Perto dele se sentia acolhida e compreendida de uma forma interessante, mas nada que a fizesse perder o fôlego como se esperaria de alguém extremamente apaixonado.

Por ele talvez fizesse apenas algumas coisas. Nada de muito trabalhoso.
Por ele talvez faria apenas o necessário para não o magoar.


O que resta para eles senão seguir em frente?