sexta-feira, 7 de agosto de 2009

filhos pródigos...

Hoje me perguntaram sobre o filho pródigo, o que eu achava que representava o filho pródigo. Pensei comigo: será que o filho pródigo não pode ser qualquer um que abandona o amor do pai e apenas se concentra naquilo que o pai pode dar. Mesmo que seja antes da hora, mesmo que esteja fora dos planos do pai. O que importa é o visível, são as propriedades que o pai possui, são as coisas que ele pode dar.
Daí o que se faz? Pedimos ao pai a nossa parte, falamos como quem tem direito (afinal, somos filhos), e não importa o quanto isso entristeça o coração daquele que sempre nos deu tudo o que precisamos, continuamos a pedir, e saímos do amor do pai, preferindo suas propriedades à sua companhia.
O filho pródigo geralmente é aquele que discorda do que eu penso, discorda da minha opinião sobre as coisas celestes.
Algo que pouco se fala, é que o pródigo é aquele que gasta desordenadamente. Aristóteles já falava na sua ética a nicomaco, sobre o pródigo que é um extremo em relação a liberalidade. O outro extremo é o avarento.
O avarento é aquele que não gasta com nada, enquanto o pródigo é o que gasta com qualquer coisa, e a qualquer tempo. O homem que possui a liberalidade, esse é o virtuoso, porque saberá que quantia dar, a quem, na hora certa... Esse é o virtuoso.
O pródigo é portanto aquele que gasta desordenadamente. Na parábola, ele é aquele que abre mão do amor do pai, e gasta os bens deste desordenadamente.
O pródigo não é aquele que se "desvia", mas penso que ele é todo aquele que abandona o amor do pai, e quer em troca apenas o que o pai pode oferecer. E pra que? já dizia Tiago: Pra apenas satisfazer os desejos....
Talvez nossas igrejas estejam cheias de filhos pródigos necessitando voltar...