domingo, 15 de novembro de 2009

Problemas filosóficos passando por Santo Agostinho







Santo Agostinho relata em suas confissões que, em sua busca por Deus, perguntou ao mar, à terra, às árvores, e tudo o que estava à sua vista se Deus estava ali, mas a resposta dessas coisas foi a sua beleza. E ele conclui que esse Deus que ele tanto procurava podia ser visto na beleza das coisas criadas. Achei a definição de Santo Agostinho muito interessante.

Quantas vezes vemos pessoas procurarem Deus em lugares tão inusitados, fazendo coisas como se esse Deus que elas buscam estivessem tão longe de si, tão longe que elas precisam gritar, fazer barulho, fazer vigilias para tentar encontrar esse Deus, mas Ele está tão próximo que se torna escondido para nós.

Talvez nos falta perceber que o "Deus absconditus", se revela na beleza das coisas que passam desapercebidas, e que assim como Santo Agostinho também nos falava, "Estavas mais dentro de mim do que o mais profundo de mim mesmo e mais acima do que o mais alto cimo do meu espírito" (Confissões III, 6,4).


Deus próximo.
Deus no próximo.
Deus nas coisas criadas.
Deus no outro.


É claro que, para Santo Agostinho, Deus se revelaria na beleza do mundo, mas também seria um ser completamente perfeito e transcendente, ele não se resumiria na imanencia das coisas criadas, mas as transcenderia.


Confesso que cada dia mais tenho me admirado com as pessoas. Tentando aprender a lidar com o jeito único de cada uma delas.

Tenho aprendido a admirar as coisas simples que me rodeiam, sem querer compreender todas elas, mas as vezes simplesmente contemplar a sua beleza.

Talvez a cada dia que passa começo a presenciar mais Deus.


Deus na imanência.


Mas talvez, para além da imanência, por que não falar de uma transcendencia? Mas em que sentido essa transcendencia se revela? Para onde ela aponta se não para o próprio mundo criado de acordo com sua vontade, expressão de um desejo divino de companhia?

Transcendencia na imanencia?


Problemas filosóficos...