segunda-feira, 15 de março de 2010

Numa manhã havia uma barata que me fez pensar






Há poucos dias atrás, uma barata me fez pensar sobre a reencarnação.


Vou contar como aconteceu.


Acordei para sair para o trabalho, e quando abri a porta, do lado de fora, havia uma barata.


De início assustei, afinal, eram 05:25 da manhã de uma segunda-feira.


Logo em seguida, resolvi fazer algo em relação à barata que estava andando do lado de fora da minha porta.

Pensei comigo: "Vou pegar o raid, e matar a barata antes que ela fuja pra algum lugar que eu não consiga vê-la".


No entanto, enquanto pensei nisso, me veio à cabeça a idéia de reencarnação, e confesso que hesitei um pouco em ir procurar o raid para matar a barata.


O que pensei foi o seguinte:


Se a doutrina da reencarnação , do modo como pensado pelos hindus fizer sentido, a barata que estava na minha porta poderia ser algum tipo de reencarnação de alguma pessoa, e eu, ao matá-la, estaria ou atrapalhando no desenvolvimento do seu karma, uma vez que ela precisaria viver um tempo enquanto barata para de alguma forma poder se aperfeiçoar, ou então a ajudando, uma vez que a livraria do karma de ser uma barata e a possibilitaria voltar sob uma nova forma, talvez melhor.


Só pra salientar, é a partir desse tipo de pensamento que os hindus não atrapalham uma vaca quando ela está atravesando a rua ou fazendo alguma outra coisa , pois para eles, a vaca seria um animal sagrado que já estaria em um estágio muito avançado no processo de desenvolvimento.


Não consegui chegar a uma saída para o impasse, sobre se estaria ajudando ou atrapalhando que optei pelo lado prático a favor de um certo controle das pragas urbanas e resolvi matar a barata e sair para ir trabalhar.


Confesso que foi um bom começo de manhã...